VOTOS de FELIZ NATAL e ANO NOVO

        Aos amigos e leitores,
meus melhores votos de Feliz Natal
    e prosperidade no Ano Novo

PARA APRECIAR O LIVRO DIGITAL


O Rei que Comia Letras e outras histórias, desde o lançamento na 57ª Feira do Livro em Porto Alegre, está disponível para leitura na Internet.
É um livro infantil porque traz histórias do repertório infantil, já muito conhecidas, que as crianças gostam de recordar. Mas também tem histórias adaptadas e outras até inventadas. As imagens são criações de artistas visuais que fizeram um trabalho muito bacana para agradar os grandes e os pequenos.
Para ver as ilustrações e ler as histórias, não precisa pagar nada. Depois de digitar o endereço: http://www.oreiquecomialetras.com.br,  é só preencher o cadastro com nome, cidade e estado onde mora e o email. Depois, clicar em enviar e novamente clicar em clique aqui para abrir o livro.
Cada página é de um autor e narra uma história diferente.
O mouse é que vira as páginas, diferente do livro de papel que é o dedo que folheia.
É um jeito de ler brincando, como as crianças e também os adultos costumam fazer no computador, nos jogos, nos vídeos e outras formas divertidas de ver e ler.
Leitores de várias cidades e estados do Brasil e também de outros países já acessaram o livro, mas os autores querem atingir mais e mais leitores - as crianças, os pais e os professores. Para mostrar que o livro digital é tão bom quanto o livro de papel e que, pelo suporte diferente, a leitura pode ser uma brincadeira de dar gosto.


 A imagem é da história que deu título ao livro: O Rei que Comia Letras; e o autor é o Joel Silva.

Começa assim:

"Era uma vez um rei que morava em um castelo muito distante, onde havia um rato seu amigo chamado “Pop”. Todas as noites o rato roubava letras dos livros das crianças da aldeia para o rei fazer sua sopa. O Rei adorava sopa de letras!
                   Porém, as crianças ficaram tristes, pois não podiam ler seus livros, de tal modo que resolveram descobrir quem fazia essa maldade e descobriram que era o rato de estimação do rei.
                   Nessa aldeia havia um menino, chamado Ted que tinha um urso de pelúcia de nome Boly que gostava de surfar nas nuvens todo  final de tarde. Então resolveram que a única maneira de entrar no castelo seria Ted amarrar vários balões na cintura e pular para dentro do castelo." 

Abra o livro para saber como esta história vai terminar.

Sobre a obra: CREPÚSCULO


O texto abaixo foi apresentado na 57ª Feira do Livro de Porto Alegre 
II Seminário Reinações na Feira do Livro
Tema: O fantástico e a literatura infantojuvenil
Mesa : Jacira Fagundes e Christian David
Saga Crepúsculo: o fantástico contemporâneo para jovens.
1º de novembro de 2011
          

Jacira Fagundes, escritora



Stefhenie Meyer, autora da obra, é jovem, nascida em 1973, contando hoje 38 anos.
Casada, tem 03 filhos e uma vida sem percalços até aqui. Nada merecedor de destaque que apareça na biografia de Stephenie, a não ser o fato de pertencer à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Meyer conta que a ideia para a saga Crepúsculo ocorreu para ela em um sonho em 2 de junho de 2003. O sonho era sobre uma garota e um vampiro que se apaixona pela jovem. Ele, o vampiro, sente desejo pelo sangue da garota, porém não quer que ninguém saiba da sua origem. Com base nesse sonho, Meyer escreveu o que constitui o capítulo 13 do livro - Confissões. A autora confessa nunca haver pensado em vampiros, e como o sonho a surpreendeu. Afirmou na época: "Não escolhi os vampiros. Eles me escolheram."
Apesar de ter pouca experiência em escrita (o que se constata já nos primeiros parágrafos do texto), em questão de três meses realizou a façanha de transformar um sonho em um romance e publicá-lo.
O livro foi lançado em 2005. Meyer assinou contrato para mais 3 livros.

 (Lua Nova/2006), Eclipse (Eclipse/2007), e (Amanhecer/2008).



Existe receita para o sucesso astronômico que foi a saga? Quais são os ingredientes para uma boa literatura de terror, que se enquadre na contemporaneidade, que conquiste o jovem leitor, que perpetue como sucesso?

Em linhas gerais, faço uma relação do que considero elementos essenciais:

Verossimilhança – O princípio da verossimilhança faz com que um ser ou um fato ficcional, mesmo não sendo verdadeiro, mostre-se a nós como verdade. Ninguém precisa acreditar em vampiros, mas é imprescindível que se acredite na veracidade deste vampiro ou do fato vampiresco que o livro apresenta. Sem esta crença, o leitor sente-se lesado.

Cuidado com a linguagem – Não apenas o domínio da língua e das regras gramaticais, mas sobretudo a estrutura frasal, a escolha criteriosa das palavras e a concisão na narrativa são elementos garantidores do suspense e mistério que a literatura de terror exige. O uso indiscriminado de adjetivos, pronomes e advérbios, principalmente, serve para encompridar o livro, tornar o livro grande, porém raramente um grande livro.  

Suspense - É o suspense que segura o leitor na trama, que o faz dominar o medo para ir adiante e se surpreender com o que virá a seguir.                        

Atmosfera com apelo ao medo – A arte cinematográfica trabalha esta atmosfera – o espaço sombrio, as torres, escadarias intermináveis, os sons, os efeitos especiais, etc. A literatura pode apelar para o texto que apresente visibilidade ao leitor desta atmosfera, que o insira no ambiente, sem precisar necessariamente descrevê-lo. É uma propriedade nem sempre atingida pelo autor, mas é absolutamente necessária para o envolvimento com a trama.

 Mistério – Segurar a trama apenas com dados sutis e criteriosas informações sobre o desenvolvimento da história, faz com que o leitor evoque experiências vividas de medo, levante dúvidas, busque saídas, se aproxime com cautela do final, como fosse o leitor o personagem. Este o sentido do mistério que deve perpetuar durante toda a leitura.

Estranho fantástico – É o estranho de Edgar Allan Poe. A estranheza é o elemento que se enquadra e evoca outra dimensão (para além do humano) – desconhecida, assustadora e fantástica.           

Diálogo aberto para o leitor – As falas dos personagens devem ser elucidativas, mas não reveladoras. Os diálogos que parecem ao leitor ter a intenção de informar, o desestimulam no desvendar do mistério. Não sobra espaço para a investigação que o leitor quer fazer frente à narrativa. 

A trombada – É a revelação tão aguardada pelo leitor, que o desestabiliza momentaneamente, o assombra e o põe a nocaute. A trombada é o ápice onde se ampara e se configura a grande obra literária de terror.


E a obra “Crepúsculo”, o que apresenta quanto aos elementos citados acima?

A obra não apresenta muito do que foi relacionado. Porém o estranho, o sombrio e a discussão entre o bem e o mal estão presentes no livro.

Justifico a análise:

A obra anuncia, já no prólogo, que virá a morte e que vai ser preciso encará-la. Existe um se...para a morte.
“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim.”
O caçador seduz a protagonista, ele é simpático, e vai matá-la.
A partir daí, o destino começa a agir conforme o prólogo anuncia.

Bella, a protagonista, viveu na cidade de Forks por pouco tempo. Após a separação dos pais, visitou a cidade por 14 anos consecutivos a cada verão, ficando com o pai, mas detestava a cidade. Depois que passou férias na Califórnia na companhia do pai, ela decide mudar-se para Forks.
Bella reconhece-se diferente das outras meninas da sua idade, pouco falante e solitária, e também muito diferente da mãe que admite nunca ter estado em sintonia, “nunca esteve exatamente na mesma página”. Tem um relacionamento amigável com o pai e demonstra ter cuidados com a mãe.

O livro é escrito em 1ª pessoa – narrador eu protagonista. No meu ponto de vista, a narrativa fica um pouco prejudicada por causa da escolha do narrador.
O eu protagonista não constitui narrador onisciente. Bella, em nenhum momento apresenta uma paranormalidade, o que poderia dotá-la de tal poder da onisciência, o que não é o caso. Dado que prejudica a verossimilhança.

Edward é o vampiro introduzido num ambiente contemporâneo, frequenta faculdade, dirige, anda  à luz do dia, é formoso, é do bem, tem família certinha, constituída, circula em carrões, mora em mansão, a família convive com os humanos como iguais.
As características mais acentuadas que conhecemos dos vampiros, não são mostradas, com exceção da velocidade, da capacidade de luta e da necessidade do sangue como alimento (embora sob extremo controle).

Bella se encanta em Edward à primeira vista, sente uma atração irresistível. Ele também sente a mesma atração, porém demonstra repulsa em razão do cheiro de sangue que o atrai e ele sabe que precisa reprimir.
Esta é a história do livro, na verdade um romance entre dois jovens onde a atração afetiva/amorosa/sexual é vivenciada com a estranheza da coisa fantástica, pelo fato de um dos parceiros ser vampiro. Fosse outra a diferença – ele traficante, ou presidiário, ou domador de animais no circo, ou anão, ou gay, ou negro, ou islâmico, ou tivesse alguma deficiência, ou qualquer outra coisa que o diferenciasse do grupo constituído, seria um romance igual a tantos.

A luta feroz para Bella tornar-se inumana segue até o quarto livro da saga.


Adiante, alguns fragmentos do texto da obra, acompanhados de análises particulares.

Página 22 – A autora descreve:
 “...que os vi pela primeira vez. Estavam sentados no canto do refeitório, à maior distância possível de onde eu me encontrava no salão comprido. Eram cinco. Não estavam conversando e não comiam...uma bandeja cheia e intocada diante de si...tinham olhos muito escuros...olheiras arroxeadas, em tons de hematoma. Os narizes, todos seus traços, eram retos, perfeitos, angulosos...”
 O narrador em 1ª pessoa vê o que a distância impossibilita. Ao leitor atento parece que outro narrador, que não é a própria, precisa anunciar, como um Anjo da Anunciação que se junta à cena. Apenas um narrador em 3ª pessoa seria onisciente o bastante para descrever a cena com os detalhes descritos.
O livro é recorrente nesta questão da ausência de verossimilhança.

Página 58 –
No trecho: “Perguntei a mim mesma por que ninguém mais o vira parado tão longe, antes que ele salvasse minha vida de repente e daquele jeito impossível. Com pesar, percebi a provável causa – ninguém mais tinha ciência da presença de Edward como eu. Ninguém o observava da forma como eu fazia. Que pena.”

Aqui o texto adquire verossimilhança, no momento em que Bella busca uma justificativa para o acontecido anteriormente. Simples, mas verdadeiro: o olhar da paixão só o tem o apaixonado. O texto cresce neste capítulo.

Na página 96, uma quantidade de informações desnecessárias permeia os diálogos – tudo é dito para antecipar o conhecimento ao leitor – é falado e não mostrado, o que torna o diálogo cansativo e desestimulante em relação ao mistério. O leitor é convocado a acreditar nas informações oferecidas pelo diálogo, o que não é bom.

No capítulo “Pesadelo”, pág. 102, a protagonista consulta a Internet e tem muitas dúvidas.
À pág. 107 ela fala: “Aqui, nas árvores, era muito mais fácil acreditar nos absurdos que me constrangiam entre quatro paredes...” O texto apresenta uma boa reflexão. Porém falha ao particularizar cada observação de Bella nos mínimos detalhes, não dando espaço para o imaginário de parte do leitor.
A frase: “Será que os Cullen eram vampiros?” – pág. 108, devolve o estado de medo e insegurança para a personagem, o que é partilhado com o leitor – medo daquilo que se imagina.

À pág. 120, o leitor é surpreendido com uma ótima cena de suspense, quando a protagonista se afasta das amigas e toma uma direção desconhecida e perigosa. Obviamente, é salva pelo amado, mas então o leitor desfrutou 3 páginas de bom suspense.


O capítulo 9, pág. 135, tem o título “Teoria”, bem apropriado. É o capítulo onde se dá a revelação através de um diálogo frustrante e teórico. Deveria ser algo diferente, carregado de aniquilamento para a personagem, enfrentamento do mal, sentimentos vários e conflitantes. No entanto, é uma conversa investigativa apenas, entre os dois protagonistas, no momento, desprovidos do amor que os une.

Destaco dois trechos que apreciei ler: à pág. 199 que trata da guerra íntima de Edward; e o trecho às págs. 283/284 que narra a fuga de Bella para não ser caçada pelo vampiro James.

Seguem alguns depoimentos de leitores da obra, extraídos, sem julgamento, de discussões no site do Linkedin – Grupo autores, escritores, editores:

  1. Já temos muitos vampiros, acredito que vampiros estão voltando para o caixão e os que devem estar acordados são os anjos. Vejam “Fallen, a batalha do Apocalipse.”
  2. Vampiros representam pequena parcela da literatura fantástica. O ideal seria juntar Crepúsculo, Harry Potter e Percy Jackson (vampiros, magia e mitologia).
  3. Crepúsculo trouxe jovens que não gostavam de ler para a leitura, portanto a obra é útil para a literatura fantástica.
  4. A autora foi feliz em unir numa história, um romance onde o vampiro bonzinho e o lobisomem bonzinho brigam pelo amor de Bella, a donzela. Stephenie Meyer usou o baseboll entre os vampiros à semelhança do quadribol de Potter e um vampiro com família. O filme chamou a atenção do jovem. Muita coisa ainda se pode fazer com os seres fantásticos. Até mesmo criar um ser fantástico a partir dos perfis dos demais seres. O campo continua aberto.
  5. Vampiros formam uma raça amaldiçoada – viver eternamente não é um prêmio. Vampiro é a personificação de todo mal e animalidade do homem. Bella não passa de “hambúrguer”, alimento. A possibilidade de uma paixão entre eles é fantástica, mas poderia ser abordada se introduzida a luta interna de Edward em tentar se humanizar.
Crepúsculo joga açúcar no sangue espalhado no chão, pinta o sangue de cor-de-rosa, deixa os vampiros bonitinhos entrar em casa.
  1. Romance açucarado travestido de sobrenatural.
  2. Muitos acreditam nestes seres, defendem e discutem -  Matrix; existem sociedades de defensores e protetores dos Sacis, por exemplo.
  3. Bella é uma adolescente depressiva necessitada de terapia que se apaixona por uma espécie de Peter Pan sombrio. Só ela tem o cheiro que enlouquece o branquela azedo. É mais morta do que ele, o morto-vivo. A questão do lobisomem encanta enquanto catarse xamânica.



   Jacira Fagundes

Escritora
Coordenadora AEILIJ Regional-RS


O Rei que Comia Letras e outras histórias já está na rede

 Foi um sucesso o lançamento de O Rei que Comia Letras e outras histórias na 57ª Feira do Livro.
 Embora fosse esperado um número razoável de convidados,  surpreendeu o nº de pessoas que compareceram. Tivemos sala totalmente ocupada e ficamos sabendo que houve fila de espera, onde alguns permaneceram ouvindo do lado de fora e outros tiveram de desistir, tal a afluência de público interessado.

Os autores comemoram o sucesso e os quase 100 acessos anteriores ao lançamento.

Cheguem lá para conferir o livro: http://www.oreiquecomialetras.com.br

Deixem seus depoimentos.




Lançamento e Bate-papo


O Rei que Comia Letras e outras histórias tem lançamento na 57ª Feira do Livro.

Venham conhecer o livro infantil digital e saber o que moveu os autores na criação de 
O rei que Comia Letras e outras histórias, num bate-papo bem legal.

Contamos com os leitores do blog. 



O Rei que Comia Letras e outras histórias é a proposta de um grupo de 16 autores que foram buscar nas histórias infantis a referência para criarem imagens e textos que pudessem encantar as crianças que no momento vivem a era digital.
Apoiados nas histórias do repertório infantil ou nas suas próprias histórias inventadas, os autores criam imagens que contam, muitas delas, com participações de crianças da família ou de amigos, presentes ou não nas ilustrações.
O livro apresenta uma história a cada página acessada,a princípio, no sentido do olhar – constituindo a primeira leitura – a leitura visual.
O clique na imagem abre janela para o texto que narra toda a história ou parte dela ou apresenta um resumo – a segunda leitura que forma a inter-relação imagem/texto na obra infantil.
Jacira Fagundes é organizadora de O Rei que Comia Letras e outras histórias.

II Seminário da Confraria Reinações na Feira do Livro




 
A literatura de TERROR está ganhando a Feira. Agendem-se e participem. 

Inscrições podem ser feitas através do e-mail: leitura@camaradolivro.com.br ou pelo fone 32864517. Toda a participação é gratuita.




II SEMINÁRIO REINAÇÕES NA FEIRA DO LIVRO

O FANTÁSTICO E A LITERATURA INFANTOJUVENIL


Dia 29/10/2011 – 19h
Mesa de Abertura: O fantástico e a literatura infanto-juvenil

       Comunicadores : Rosana Rios, escritora, e André Vianco, escritor
       Mediação: Elaine Maritza, editora

Dia 30/10/2011 – 19h
Mesa 1: Clássicos do fantástico, suas adaptações e a atração para o público infantojuvenil
            Marô Barbieri, escritora
           Dilan Camargo, escritor

Dia 31/10/2011 — 19h
Mesa 2: O terror e o sobrenatural em Edgar Allan Poe
           Caio Riter, escritor
           Zilá Mesquita, professora e escritora

Dia 01/11/2011 – 19h
Mesa 3: Saga Crepúsculo: o fantástico contemporâneo para jovens.
           Christian David, escritor
           Jacira Fagundes, escritora



AUTOR PRESENTE NO MUNICÍPIO DE JOIA


Na data de 05 de outubro, o Colégio Antonio Mastella, do município de Joia deu início aos festejos de comemoração do aniversário da escola que devem ocorrer por todo o mês de outubro.
         A abertura deu-se com o Hino Nacional e hasteamento da Bandeira e a belíssima apresentação da Banda do Colégio. Logo após, foi feita homenagem à autora, pelas turmas iniciantes do Ensino Fundamental que cantaram a música que encerra a obra de sua autoria O Menino do Livro.
         Durante o dia todo, aconteceram encontros em sequência com as primeiras séries seguidas pelas últimas séries do Fundamental e com os jovens do 1º ao 3º ano do Ensino Médio.
         Manhã e tarde de convívio feliz, onde o livro e a leitura foram os pontos de comunicação, de interação, integração e trocas ditadas pelo desejo de entrelaçamento entre a autora e os leitores de suas obras.
         A escola apresentou o resultado de trabalho intensivo realizado anteriormente à visita da autora. Sobre “O Menino do Livro” – obra das mais trabalhadas em classe – a escola apresentou exposição de livrinhos confeccionados pelas crianças e réplicas do personagem Menino do Livro em materiais e tamanhos diversos, e ainda a releitura da obra em prosa e em verso apresentada por um grupo de crianças.
         Ainda sobre a obra, foi apresentada a excelente dramatização onde as crianças incorporaram os personagens do capítulo referente à história clássica de Peter Pan narrada, em interface com o personagem Pedrinho do livro em questão.
         Encantou a casinha da história de O livro Encantado descrita na obra, feita em tamanho para suportar entrada de crianças na peça toda decorada – uma casinha encantada materializada, fruto do imaginário dos pequenos.
         O encontro com jovens do Ensino Médio configurou o interesse em contos, crônicas e minicontos, lidos e trabalhados a contar da obra digital – Pequenos Notáveis.
         Para a autora, ficou o desejo de “quero mais”, pelo atendimento cordial e interessado da direção e professores do Colégio Estadual Antônio Mastella.
         As imagens abaixo registram o evento.









          
         

DIGITAL PARA CRIANÇAS


Conheçam o texto  "Digital para crianças" , coluna no site http://www.artistasgauchos.com de autoria de Jacira Fagundes. Seus comentários serão muito bem-vindos.
 
A argumentação tem um propósito. Jacira Fagundes e vários autores de imagens e textos, reinventam histórias infantis para serem apreciadas por grandes e pequenos, com acesso gratuito na INTERNET.
 
O lançamento de O Rei que comia Letras e Outras Histórias terá  bate-papo com os autores no dia 13 de novembro, às 17 horas, na sala do vídeo,  na 57ª Feira do Livro de Porto Alegre.
 
Agendem-se!

5ª Feira do Livro Infantil

Prestigiem a 5ª Feira do Livro Infantil no Jardim Botânico





 Estarei autografando no dia 24- sábado, às 16 horas, as obras:


  O Menino do Livro      Bruxalisa e lagartixa pintando histórias       Mania de Gavetas

SOBRE O TÍTULO DO LIVRO - O REI QUE COMIA LETRAS e outras histórias




Um livro infantil só com imagens que pretendem narrar histórias, se não é um livro transgressor, é pelo menos um livro inusitado.
Porque em geral, os livros narram as histórias a partir do texto. As imagens ou ilustrações acompanham o texto e é comum a leitura se ater mais ao texto que é composto por palavras, do que às ilustrações que são compostas por desenhos, colagens, aquarelas, etc.
Claro que o que faz a literatura é o texto e não a imagem. Isto, todos sabemos. No entanto, texto e imagem possuem ambos, força narrativa.
Foi com base nesta força narrativa da imagem que o grupo desenvolveu o projeto. 
Já a escolha do título partiu de algumas sugestões, houve votação e venceu 
O Rei que Comia Letras, história não pertencente ao repertório popular e sim inventada por Joel Silva, um dos autores do livro. 
Este título tem tudo a ver com o projeto que intencionalmente parece lançar a pergunta: - Cadê a história? Onde está o texto? As letras sumiram, desta e das outras histórias, daí que se impõe uma leitura diferente para compor a narrativa - a leitura visual.
Mas não se assustem, o sumiço das letras não é para sempre. A imagem não quer ter a responsabilidade sozinha pela narrativa, por isso, ela vai mostrar o lugar onde as letras se esconderam. É só clicar no ponto indicado que uma janela se abrirá como mágica, e então encontrar as letras todas juntinhas e combinadas contando a história inteira ou um pedacinho dela.

SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DO LIVRO DIGITAL

Promessa é dívida. Prometi contar algumas peculiaridades do projeto do nosso digital de imagens.
Acompanhem- nos nesta experiência que vem sendo muito gratificante.


 A princípio, o grupo formado, contava com nº maior de interessados. Por questões pessoais, alguns foram desistindo e outros novos foram se integrando ao grupo inicial.
Um dos impasses foi decidir como poderíamos incluir o olhar da criança na história juntamente com o olhar do adulto na construção de uma mesma imagem. Foi preciso que pensássemos a criança, ou a buscássemos no nosso entorno. Fomos a campo. Filhos, sobrinhos, netos e companheirinhos deixaram impressões nas imagens como construtores ou indicadores de referências – impressões de fato ou simuladas. Foi gratificante para ambos – adultos e crianças. Os primeiros pelo desafio de experimentar a arte da ilustração. Os segundos pela brincadeira de fazer arte e contar história ao mesmo tempo e se descobrirem capazes.

Algumas histórias não saíram do repertório de histórias infantis; foram criadas pelos autores de imagem que experimentaram escrevê-las ou adaptá-las. É o caso da história que empresta o nome ao livro: O Rei que Comia Letras.

Acompanhem o blog. Logo, mais particularidades.

Livro de Artista digital privilegia o leitor infantil

Em maio deste ano projetamos a criação de um livro digital de imagens que tomasse por referência contos de fadas e histórias do repertório infantil.
O grupo formado por artistas visuais do Atelier Livre de Porto Alegre e outros artistas convidados, desenvolveram seus projetos individuais e se reuniram com regularidade para discussão e montagem do livro em todas as etapas.
Foram assim , quatro meses de trabalho conjugando esforços.
A concretização do objetivo chega agora em setembro, a dois meses da realização da Feira do Livro. Era o que nos propúnhamos: lançarmos a obra na Feira do Livro de Porto Alegre.

Pois fica, de antemão, o convite:

Estaremos apresentando
O Rei que Comia Letras e outras histórias
num bate-papo com o público presente, na Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 13 de novembro, às 17 horas, na sala de vídeo.

Para ficar por dentro, acompanhem aqui detalhes do desenvolvimento do projeto e particularidades da obra que serão postados até o lançamento.


PROGRAMA AUTOR PRESENTE em Canela




Ocorreu no dia 12 de agosto a visita à Escola Carlos Wortmann, dentro do Programa Autor Presente do IEL.

Fui recebida com muito carinho pelos alunos da 7ª e 8ª séries que desenvolveram resenhas do livro de minha autoria – Mania de Gavetas.

Os alunos fizeram leituras das resenhas e apresentaram o resultado do trabalho em caixas decoradas. Um trabalho de ótima qualidade orientado pela professora Tânia Lourenço – excelentes resenhas do livro que conta a trajetória da pré-adolescente Caroline, a protagonista.

As classes fizeram perguntas não só quanto ao desenrolar da história do livro, mas especialmente sobre a trajetória do escritor e produção de textos publicados.

O livro digital de crônica e minicontos,– Pequenos Notáveis – teve igualmente espaço nos questionamentos em razão dos muitos acessos feitos na Internet em períodos anteriores à visita.

Foi momento de aprendizagem e de expectativa para os alunos que demonstraram interesse e gosto pela leitura, indicando suas preferências quanto aos diferentes gêneros literários.

À tarde as atividades foram realizadas com a 4ª série em torno do infantil Bruxalisa e Lagartixa pintando histórias.

Acomodados sobre um enorme tapete com aplicações de personagens de histórias clássicas, os pequenos apresentaram sua produção de textos – criações livres com uso do imaginário –, e outros tantos questionamentos foram feitos.

A atividade foi encerrada com apresentação musical, ao som de gaita, por um aluno da escola.



É criação do aluno Alisson, da 4ª série, que confessa “que adora ler”, a poesia cheia de graça que registro aqui.


Escrevendo eu posso ser

Um lápis bonito

que se amarra num cabrito.


Uma borracha da Faber Castel

que se grudou num papel.


Um apontador de chocolate


que gosta de Marte.


Um estojo majestoso


que se tornou vaidoso.


Um caderno lindo


que de mansinho veio vindo.


Uma mochila cheia


que carrega até meia.


Uma tesoura bonita


que se chama Rita.


Uma bonita cola


que rebola.


Uma linda cadeira


que vai à feira.


Uma classe feia

que risca até a meia.













EXPOSIÇÃO DE ARTE POSTAL DA CONFRARIA SELUS




A Confraria de Arte Postal SELUS sente-se honrada em apresentar


Exposição de Arte Postal  em homenagem à Cidade no

Seminário Cultura Cidadã: Controle Social e Corresponsabilidade

V Congresso da Cidade de Porto Alegre





Local: Saguão do auditório da FEDERASUL – Palácio do Comércio

Largo Visconde do Cairú nº 17

Dia 19 de agosto das 9 às 12 horas










Livros em versão digital

   Saiu a versão digital do livro de contos "No Limite dos Sentidos" pela FDigital.

   Brevemente o leitor terá a novela "Dois no Espelho" também em versão digital.

                                    AGUARDEM!

Revista em Família - Edição 7 - junho/julho 2011

Estou divulgando aos  leitores a Edição nº 7 da Revista em Família - educação, saúde, comportamento e cultura infantojuvenis.

Com  matérias e um projeto gráfico de excelente qualidade,  a revista apresenta Jacira Fagundes como colunista em sua Coluna Literária trazendo a crítica da obra A fantática fábrica de chocolate de Roald Dahl.

Acompanhem a coluna no site da revista: http://www.revistaemfamília.com.br/.

PECADOS DA LÍNGUA

Depois de toda polêmica, deixo minha crítica em formato de crônica.


Foi exaustiva a polêmica sobre o livro – “Por uma vida melhor” da coleção “Viver, aprender” – aprovado pelo MEC. A imprensa ocupou páginas e páginas de jornal e ampliou os noticiários televisivos (e ainda a audiência e o bolso, logicamente) com depoimentos de defesa e de acusação. O MEC preferiu não se posicionar. Se, tardiamente, constatou a besteira que fez, lavou as mãos assim como Pilatos. Mas alunos e professores e a classe dos bem-intencionados que seguem as regras da norma culta sem desconsiderar a chamada língua viva, estes deram em grita.



Não gritaram por pouca coisa. Até entre os debatedores, na intenção de estabelecer diferenças entre o que se fala e o que se escreve, houve quem fizesse concessões – erros considerados corriqueiros de concordância e de conjugação verbal – à língua falada. Pior quando, preconizando o uso da norma culta, alguns admitiram o distanciamento da linguagem popular e da chamada língua viva neste contexto. Como se falar corretamente, de acordo com as regras da norma culta, o indivíduo evidenciasse erudição ou identificasse uma elite cultural. Pois o que garante a boa comunicação é justamente o uso de linguagem acessível ao interlocutor, e esta só detém aquele que segue as regras comuns e aceitas por uma sociedade.


A flexibilidade quanto ao uso de termos ou flexões verbais, a passagem para uma conversa mais informal que admite linguagem mais popular, a articulação espontânea e outros fatores similares contribuem para a chamada língua viva, sem contudo precisar afastar-se da norma culta. O que, na contrapartida, não se evidencia – o “eles pega o peixe”, o “deusde”, a “perca”, o “mol”, o “eu soo” e outras aberrações do gênero produzem efeito de bloqueio na comunicação. Já na língua escrita, a exigência da norma culta foi unânime.


Nós, do extremo sul, temos uma questão difícil de resolver. Enquanto todo o país faz uso do você para tratamento, nós fazemos uso da 2ª pessoa – tu – para o mesmo tratamento. Este diferencial tem trazido àqueles que escrevem muita dor de cabeça.


Sem pretender puxar brasa para o nosso assado, acredito que não carregamos aqui no sul esta imensa gama de erros de concordância verbal que ocorre no norte e nordeste do país. Mas carregamos outra espécie de mau hábito – comemos os esses finais. E aí reside a maior preocupação com a língua tanto falada quanto escrita, uma vez que a qualidade de nossa fala e nossa escrita não se distancia muito.


Vejamos o que acontece conosco, os sulistas. Cada região tem seus hábitos ou sotaques ao falar; este jeito de pronunciar meio escondido ou quase não emitir os esses finais na fala nos identifica, então levamos numa boa. Isto já ficou tão sedimentado entre os gaúchos que falar pronunciando todos os esses nos parece pernóstico, distante anos luz da linguagem informal. Ao escrever, com certeza, flexionamos os plurais e colocamos os esses em seus devidos lugares. Mas aí surge o problema resultante do tratamento em 2ª pessoa – “tu” – que pede a devida concordância verbal. É o caso de: tu falas, tu dizes, tu colocas, tu manejas ou tu falaste, tu disseste, tu colocaste, tu manejaste. Os esses nos causam constrangimento e desconforto. Talvez uma pesquisa histórica nos trouxesse a razão de tal comportamento e nos fizesse melhores.


A questão é de indecisão principalmente para o escritor de literatura infantil e juvenil que pretende para seus personagens – em geral crianças e jovens – uma fala identificada com a fala de crianças e de jovens. Eu, particularmente, fico sempre em dúvida – se escolho a verossimilhança e opto por adequar a forma verbal ao nível do leitor, terei naturalmente que usar o “você” para o diálogo, se quiser permanecer na regra da norma culta. Ou, caso escolha o “tu” regional e não me disponha a abrir mão da verossimilhança, terei de incorrer em erro de concordância verbal, uma vez ou outra.


São os pecados da língua. Não tive acesso ao livro aprovado pelo MEC; desconheço se os autores teriam dedicado com seriedade um capítulo sobre a questão das diferentes linguagens regionais. Caso positivo, talvez eu até me atrevesse a defendê-lo.





Pecados da língua será publicada no jornal RSletras de junho.

Crianças com visão aprovam os livros acessíveis

                                                                                           Anna Júlia aprova A Escolha de Camila  ...