Voltar para Casa

                                                     VOLTAR   PARA CASA


A crônica intitulada "Voltar para Casa", você confere no site, com um clique abaixo, à direita.
Este é o pequeno trecho que inicia com a narrativa de um fato verdadeiro.



          Naturalmente que ela não emitira a frase assim, com palavras. Mas era este o sentido. Guiada pelo instinto, num voo cego, voltava para casa. Porque escurecera, porque cansara, porque era a última viagem com a pequena carga, ou porque os filhotes pediam o calor de suas asas. Seria demasiado afirmar que vinha feliz? Que espécie de pássaro era aquele?  Não saberia dizer. Certeza é que se tratava de uma fêmea, e isto justificava tudo.....

Hoje, vivendo em isolamento, num tempo de ameaça avassaladora em todo o planeta, mais ainda sentimos a casa. A nossa casa, qualquer casa, constitui, neste momento,  o abrigo e a possibilidade de segurança e, com fé, de salvação.

Fiquemos em casa. Por cada um de nós. E por todos nós.

Trabalhos em photoshop, fotos,  colagens e bordados sobre tecido, voltam o olhar para
                                                        A Casa 







A passarinha e a casa




  
                                          Casa 1 - bordados em guardanapo de mesa




                                                   Casa 2 -Desenho da casa onde nasci 




                                                      Casa 3 - Bonequinha em crochê
                                                Contribuição de Magaly Andriotti Fernandes



                                           
                                               Casa 4 - " A casa onde mora a minha Alma"
                                                 Colaboração de Nadia  Poltosi


                                 

Casa 5 - "O jardim da minha casa"
Colaboração de Heloisa Sonaglio





Casa 6 - João de Barro
Colaboração de Carmem Fausta Jardim




Casa 7 - O Reencontro
Colaboração de Fátima Siqueira Borges




                                                               Casa 8 - Hora Noturna
                                                          Colagem e bordado sobre cartão





Casa 9 - Simplicidade
Bordado sobre cartão





Casa 10
Colaboração de Maria Luiza Cangeri






Casa 11
Colaboração de Maria luiza Cangeri




Casa 12

Anna Júlia e Dot na casa da praia

AGRADECIMENTO


Retratos que vencem o tempo, que se perpetuam por anos e anos, costumam ser o resultado de fotos bem tiradas, que oferecem ângulos,  luz e enquadramentos procedentes. Assim são as fotos guardadas em álbuns. Ou ainda, as fotos  atuais, dispostas nos computadores e nos celulares, para, em ocasiões especiais, voltarem à lembrança e  muito estoicamente ganharem  visualizações  nas redes sociais.  
Outra maneira de retratar e perpetuar o tempo, é registrar em palavras com a  capacidade de estender-se para além da imagem estática.
É o que pretendo agora. Faço então uma volta ao passado e revivo momentos marcantes da vida estudantil, na certeza de estar compartilhando da mesma emoção, com as senhoras –   hoje ex-alunas do IE como eu.
E assim quero retratar com palavras: A menina no pavilhão da escola recebendo o símbolo de entrada no Ginásio – era então a Festa do Laço.  As escaladas de dois em dois degraus na  escadaria, as correrias pelos largos corredores, as orações apressadas no pequeno oratório da entrada, antes de entrar na sala de aula e encarar a sabatina para a qual não estava suficientemente preparada. Quatro anos passados e a decisão de cursar o Magistério. Mais três anos na  escola e, para as tantas que ficariam, porque a maioria não abandonaria o IE sem  um motivo convincente, abria-se uma nova fase. Era o caminho para a profissão de professora. Então eram frequentes as conversas no pátio, os encontros combinados e realizados fora da escola,  as reuniões dançantes organizadas com a proposta de uma excursão ao final do curso de Magistério. Conheci nesta ocasião o Rio de Janeiro – mais do que uma viagem,  uma aventura e uma ânsia de liberdade.
O tempo passa e, após a docência em 2 escolas públicas,  o casamento  e a chegada dos  filhos, a jovem volta à sala de aula no IE  para um curso de extensão no Magistério. Novos professores, novas atribuições e conquistas. Ao final do curso,  aceita o convite para orientar as classes de 4º ano no IE. Desenvolve o trabalho com ardor e, por fim, é indicada para  integrar o grupo de profissionais do ensino no  extinto Centro de Pesquisas e Orientação Educacionais – CPOE – entidade reconhecida no Estado do Rio Grande do Sul, como a mais importante  instituição propagadora de formação educacional e cultural. Volta aos bancos escolares e faz Curso na PUC de Especialização em Supervisão Escolar. A aposentadoria como Especialista em Supervisão Escolar não faz com que se encerrem as atividades.
Hoje, a ex-aluna do Instituto de Educação  Gen. Flores da Cunha dá aula em oficinas literárias visando a  formação de escritores. E segue escrevendo  e compartilhando suas criações literárias junto a escolas públicas e privadas em conversas com os pequenos e jovens leitores.

Qual o final de "O Quadro na Parede"?



Há um vídeo circulando  no facebook  que traz a atividade  que desenvolvi na Escola Estadual Affonso Wolf, do município de  Dois Irmãos, onde estive recentemente.
Conversei com alunos que haviam tido contato com meu livro “O quadro na parede” em suas atividades de classe junto à professora da turma. Foram muitas as perguntas que se desenrolaram, mas a turma tinha uma pergunta em especial que  repito agora:  Qual o final de “O Quadro na Parede”
Resisti à insistência.  Mas fiz algumas insinuações e deixei  que se desencadeassem   alternativas de possíveis finais.  Muita  coisa ficou no ar. Gostaram da brincadeira. Mas a profe  prometeu que retornariam à leitura em classe e alguns deles adquiriram o livro. Não quiserem esperar.
Estes momentos de encontro com o público leitor – crianças e adolescentes em especial – fazem o apogeu do escritor.  Ali, naqueles minutos de bate-papo, somos eu e eles,  velhos conhecidos.  À nossa frente, a história de Alice e o Bebê do quadro na parede,  saía das páginas do livro e irrompia no universo – fantástico, livre, pleno de expectativas e verdadeiro.  Vivenciar a fantasia é o que interessa. E  a personagem Alice  precisava ser desvendada.  Com certeza, eles foram, de livro em punho, desvendar o final.
Fica o meu reconhecimento à Escola Affonso Wolf, que recebeu nosso grupo de escritores com muito carinho. Agradeço à Direção e aos Professores – grandes incentivadores e organizadores – aos  queridos alunos que nos ouviram e nos aplaudiram e ainda apresentaram trabalhos resultantes  das leituras.  Pela belíssima  Feira Literária da Escola, meu  Muito Obrigada!

                     

A literatura infantil e juvenil e o currículo






Oficina para professores do 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental da Rede Pública e Privada
      Jacira Fagundes


Apresentação

As obras de literatura infantil costumam receber tratamento especial e contínuo na pré-escola e nos três primeiros anos do ensino fundamental.
À medida que o trabalho docente avança para os anos posteriores, os livros de literatura perdem espaço, deixando de mobilizar o professor no que se refere à formação do aluno como leitor. Este hiato é muito prejudicial, uma vez que o estudante só vai se reencontrar com a literatura no final do Ensino Médio, em razão das leituras obrigatórias. 
Do 4º ao 9º ano, o compromisso com conteúdos das matérias que constituem o currículo passam a  assumir maior importância e maior tempo da ação escolar.
Porém, a leitura não cessa, ela acontece por todo o período em que o aluno se encontra na escola. Ensinar a ler importa tanto quanto  ensinar conteúdos programáticos. Aprendizagem, em qualquer área de estudo, não se amplia sem a condição  do ato de ler. A literatura pode oferecer a porta de entrada para desenvolver conteúdos e ainda  se aliar ao conhecimento formal direcionando consultas e pesquisas. É preciso estabelecer esta conexão entre a leitura e as disciplinas do currículo. Não abandonar o estudo clássico, mas oferecer projetos práticos. Alguns professores estão dispostos a rever seus métodos em relação ao ensino da leitura pelos 9 anos escolares.
A oficina pretende assim, resgatar, para o professor do 4º ao 9º ano, a importância de dar continuidade à atividade de leitura de obras literárias e sua consequente contribuição para um melhor  desenvolvimento do currículo.

Objetivos
Oferecer ao professor, técnicas de inserir o texto literário nas ações curriculares de rotina.
Tornar a leitura do texto literário prática frequente na sala de aula e fora dela.

Abordagens
O que se pode aprender com o texto literário
Como o texto literário pode levar a mudanças – comportamentais, emocionais, morais, filosóficas e intelectuais.
Aspectos comparativos entre elementos de informação e elementos de formação
É possível ensinar o gosto pela leitura
A passagem de um tema abordado de forma ficcional para o tema estrutural do currículo e vice-versa – exercícios com apoio em livro juvenil da autora e outros textos

Clientela – professores do 4º ao 9º ano, bibliotecários e mediadores de leitura
Duração – 03  horas  – manhã ou tarde
Investimento 1 –  R$500,00 ou
Investimento 2 – Por aquisição  de nº de exemplares a combinar

Informações de  contrato da oficina:
Escritora Jacira Fagundes 
Email: jamafag @terra.com.br
Celular: (51) 999547383
Para cidades do interior, o investimento não inclui deslocamento, ficando este, sob a responsabilidade da entidade contratante.

Propostas  de    atividades:

Livro 1: O Legado...as fantásticas histórias de J. Corellon
Conto: O dia em que o bruxo rompeu o pacto
Pag 15



Atividade 1 – preparação do professor mediador – apreciação do conteúdo do texto e possibilidades de expandir para conteúdo programático, pós leitura
Atividade 2- leitura compartilhada
 - leitura pelo professor em voz alta com acompanhamento pelos alunos com o texto impresso ou o livro
-prever espaço, durante a leitura, para perguntas, comentários e posicionamentos dos alunos e professor frente ao desenrolar da história narrada
Atividade 3 –
Após explorar o texto do ponto de vista literário, apreciar e analisar o(s) ponto(s) de direcionamento ao  inserir o conteúdo da matéria curricular  pretendida

Desenvolvendo conteúdo curricular  com a classe:

Matéria – Ciências humanas: as invenções na área da tecnologia através dos tempos e suas contribuições para a vida em sociedade

Solicitar aos alunos consulta/pesquisa individual na Internet sobre quais  invenções tecnológicas surgiram a partir de uma determinada data.
Em grupo, relacionar  os resultados alcançados e os efeitos das  invenções para o progresso da humanidade
Redigir um texto sobre um invento tecnológico à escolha, justificando seu papel  para melhoria da vida em sociedade.  

Matéria -  Português: as construções frasais

O professor seleciona no texto de 3 a 5 frases, com construções frasais mais complexas para trabalhar os elementos contidos em uma frase – o sujeito, a ação desenvolvida pelo sujeito (o verbo), os complementos solicitados pela ação e os  adjuntos.
Junto com a classe, vai alternando os elementos no quadro, mudando as posições na frase. 
O objetivo do exercício é analisar as diferentes possibilidades de alternar os elementos na frase, verificando mudança ou permanência de sentido no todo.

Exemplo de frases extraídas do texto:

“Disputavam o inusitado conteúdo da lata do lixo – uma das belas e ricas bonecas de Liége”
“ Um dia, quatro garotos, aproveitando a porta escancarada, conseguiram entrar sem serem vistos.”
“Forçavam a tranca da porta dos fundos para deixarem a casa, quando foram assaltados por aquela voz de ventríloquo, ora vindo de um canto, ora de outro.”




Livro 2: Mania de gavetas
Capítulo 8: Não volto mais à casa de Lucas
Pag.38

Atividades 1, 2 e 3 – idem ao texto anterior
Exemplos-
Matéria – Ciências sociais – As cidades e o espaço urbano compartilhado

A utilização da Internet  é uma atividade acessível e do gosto do aluno à disposição do professor como meio auxiliar para o ensino/aprendizagem. Um espaço a ser aproveitado por alunos e professor no que se refere a consultas/pesquisas. Assim como a leitura de notícias em jornais.
Utilizando-se dos meios sugeridos, a classe pode construir um mural com notícias retiradas de jornal e de artigos na Internet que apontam melhorias e entraves quanto à vida das pessoas na cidade ou no bairro onde está instalada a escola, assim como comprometimentos do cidadão para a preservação da vida individual e coletiva.

 Matéria - Português – A construção do diálogo na redação
Observar no conto os diálogos convencionais em discurso direto, quanto a pontuação (dois pontos, travessão, ponto de interrogação, etc) – quando e como usar. Por exemplo:
“Assoprei no ouvido da Bruna:
– Vamos terminar o ensaio logo.
– Que cara mais de tonta. Tá sentindo alguma coisa? – ela me respondeu baixinho.
– ....”
Observar outras falas dos personagens em discurso indireto, por exemplo:
“Foi então que a mãe de Lucas fez  o pior convite da tarde. Disse que havia um lanche especial à nossa espera, mas que primeiro, se a gente não se importasse, queria nos mostrar o quarto da Alícia...”
Reconstruir os dois diálogos passando o primeiro para discurso indireto e o segundo para discurso direto e assim por diante com outras falas.

Como me tornei escritora


Quando em visita a escolas, crianças e adolescentes costumam me fazer uma pergunta que é recorrente.
"Jacira, quando começaste a escrever? Quando te tornaste escritora?"
Eu sempre acabo narrando um episódio ou outro. Mas deixo claro que tudo começou pelo meu gosto pelos livros. Gosto de ler. Gosto muito e leio muito.
Mas decidi, então, narrar esta história aqui no meu blog. Para que adultos também venham a conhecer.
É esta a história. Espero que curtam.

                                    
Como me tornei escritora
(uma  história nada ficcional)

Eu vivia numa casa com pai, mãe e mais cinco irmãos. Era a caçula. Os mais velhos já estavam terminando o Ensino Médio. Apenas uma irmã, 3 anos mais velha que eu , compartilhava das brincadeiras que, na época, tinha a rua como  espaço preferido das crianças. Eu brincava, mas não enturmava de verdade, era meio arredia, nunca soube pular uma cerca nem subir em árvores como os amigos faziam. Era mais quieta, gostava de ouvir as histórias no rádio e acompanhar  minha mãe entre as costuras. Também gostava de ler – tudo que aparecia, revistas principalmente.
Um irmão frequentava o Ginásio das Dores e um dia, pedi que me  ensinasse a bater na sua máquina de datilografar. Era uma máquina bem antiga. Eu aprendi logo e passei a datilografar tudo que via pela frente. E foi então que me surpreendi com a letra impressa. Literalmente, me apaixonei pela letra da máquina e aí nascia meu primeiro desejo de ter minha letra, impressa como as que eu lia nos livros e revistas.
Naquele tempo não havia muitos livros infantis. Lembro  um livro que ganhei de presente, cujo título e história nunca esqueci. O título era Antero e a história era sobre um menino que não gostava de comer (como eu, que  detestava comer e punha fora a comida quando minha mãe se afastava). Antero morreu levado pelo vento de tão fraco e magro que era. Embora magérrima,  eu não me assustei nem um pouco com a história e segui não comendo nas refeições. Enquanto isto, crescia meu gosto pela leitura.
Dos 12 aos 15 anos li tudo que me foi possível alcançar. Histórias de terror e detetives, livros juvenis, romances – dos de amor aos eróticos. Li autores como Érico Veríssimo, Jorge Amado, Ibsen, Oscar Wilde e outros. Nesta época comecei a escrever poesias. Daquelas poesias ingênuas, nada ficou.

Com o casamento e o nascimento dos filhos, e ainda com o trabalho as leituras escassearam, mas não de todo. Eram leituras para desenvolver a atividade de professora, então lia para e com os alunos. Mais tarde passei à escrita técnica, pelo trabalho na Secretaria de Educação. Foi quando me aposentei, com os filhos já criados, que investi de verdade na literatura. Fiz  oficina literária na PUC, com o mestre Luiz Antonio Assis Brasil. Comecei a me aventurar  em antologias. Mais tarde dei continuidade a novas oficinas literárias e passei a encarar a literatura como profissionalismo. Lancei o primeiro livro – infantil -  em 2005 – Um desafio para Manoel. Em 2007 lancei minha novela Dois no Espelho. A seguir vieram novos livros. Hoje já somam 17 obras entre literatura adulta, infantil e juvenil.  Aliada à escrita, ainda está a professora – o gosto por ensinar e dividir conhecimentos que nunca me abandonou. Ministro oficina literária a novos escritores desde 2007. Atualmente pertenço ao quadro de professores da Editora Metamorfose em Porto Alegre. E ando por aí nas escolas e nas feiras de livro repartindo literatura com crianças e jovens, incentivando a leitura, e com sorte, ajudando a  revelar novos escritores. Tive a alegria de comemorar algumas conquistas de alunos de oficina e, na ocasião, receber seus autógrafos. Sou grata a eles, pelo caminho que escolheram. 


Sete passos para a mediação de leitura em sala de aula




Escolha o livro

Professor,  escolha entre vários livros, a história que permite uma leitura o mais   completa para o que se propõe em seu trabalho no momento.



                       Aproprie-se do texto



Cabe aqui, não só a antecipação da leitura feita por você, mas a apropriação do que consiste o texto, em seu todo. Do que conta e do que sugere. Dos lugares onde se passa a ação do personagem, do que é conhecido ou desconhecido pela classe, etc.

Apresente o livro

Mostre capa e contracapa. Leia o título, o nome do autor e, se houver, o nome do ilustrador e da editora.

Leia em voz alta

Você,  professor, já tem o texto quase decorado. Então é hora de combinar emoção,  gestos e voz ou mesmo mudanças de voz que o texto sugere para uma leitura eficaz e convidativa. Vá apresentando as ilustrações simultaneamente com os textos a cada página. 


Faça pausas

Algumas pausas já devem estar  preparadas. Vale também, ao constatar expressões de dúvida ou outras expressões nos olhares das crianças, pausar a leitura e desfazer mal entendidos ou retomar algum trecho já lido.

Demonstre alegria


 Encerre  a leitura com brilho no olhar. Mostre  satisfação por ter lido e compartilhado com a turma um belo momento de leitura. Mostre como ler um livro é edificante, maravilhoso, algo muito bom de fazer.


Inicie um bate-papo
 Incite a turma a revelar emoções e comportamentos próprios semelhantes ou contrários aos dos personagens, posicionar-se sobre o que considerou certo ou inadequado na história, narrar lembranças que a história proporcionou, etc. Em geral, as crianças sentem-se encorajadas  em revelar seus medos e necessidades, assim como suas preferências e desejos.
Esta é uma oportunidade que o professor pode se valer para melhorar o desempenho geral da turma e individual de cada aluno. 

Rio de Janeiro

                                                                                           Rio de Janeiro “O vento beijando teu rosto, o m...