Cavalinho de Balanço - Livro em Braille



  Depois de muita peripécia, em razão de minha mudança de endereço, eis que aplaudo minha primeira obra em Braille, que chegou hoje.

 Uma publicação da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Texto de minha autoria e ilustrações da Monika Papescu.

O livro está muito lindinho. Adorei participar deste projeto maravilhoso de inclusão.

Estou fazendo um oferecimento e um convite  às escolas que trabalham com alunos com deficiência visual.

Posso enviar a história em PDF (não está em Bralle)  para os que me enviarem email  jamafag@terra.com.br solicitando.

Novamente em acordo com a Fundação Dorina Novill, logo estará saindo uma nova história. Por enquanto, segredo.












Caçadores de Medos- A sua oficina de terror



Lobisomen

À noite o homem percorre em transe o caminho da fantasia.
Quer conquistar a lua. Ela, sedutora, lhe oferece companhia.
Logo a lua, volúvel, já não vê graça no homem. Agora deseja o lobo.
Melhor os dois, ela decide por final.




 Fadas e bruxas

A Sininho, quem diria. Um tiquinho de gente, uma bonequinha com asas coloridas, cabecinha cheia de invencionices.
Ciumenta, ranzinza e invejosa, era na verdade, uma bruxa.


O Roberto Carlos e a Friboi


Tanto falam, tanto falam, que resolvi eu também dar o meu pitaco.



O Roberto Carlos e a Friboi

                                                                                                                                            
A última campanha publicitária da Friboi está dando o que falar. Você encontra matéria em sites e blogs e ainda espalhadas  no Face, críticas que vão das mais ofensivas às que só querem fazer graça. Todas elas direcionadas ao Rei.
O pessoal aproveita para curtir, deixar  mensagens, compartilhar. Tudo em nome de uma causa que as pessoas julgam nobre – a coerência.
Não conheço a intimidade do Rei, aprecio um bom número do seu repertório, me emociono com suas canções, seu sentimentalismo e até com o sorriso desajeitado que transmite nos intervalos das apresentações. Mas da intimidade, do que ele gosta ou não gosta, do que ama ou odeia, do que faz ou deixa de fazer, pouco sei. E tampouco me interessa a vida pessoal do Roberto artista. De qualquer artista.
Pois agora, devido aos tantos falatórios, tomei conhecimento de que Roberto Carlos seria adepto do vegetarianismo a coisa de 30 anos. Por tal razão é que os súditos do Rei o estão acusando – de se vender para a Friboi em troca de muito, mas muito dinheiro.
O bombardeio que veio de todos os lados apregoa, em linguagem menos ou mais agressiva – a do cara (ele não é mais o cara para uns tantos) ter se bandeado para o outro lado,  de ter incentivado a matança de animais em causa própria  (hoje ele troca o prato de massa por um bife suculento, escorrendo sangue), de negar a postura da qual sempre o orgulhou de defensor dos animais ( lembram da canção “a baleia”?).
Num artigo de jornal, leio algo divergente. O autor do artigo afirma que o Rei nunca passou nem perto do vegetarianismo e sequer adotou seus princípios. Simpatizou, como muitos de nós. Só isso.
Portanto, ele que substitua o prato de massa pelo bife, quando bem entender. E ninguém tem nada a ver com isso.
Para mim, as primeiras acusações, ou a suposta defesa baseada no fato de que, em geral, os reis, digam o que digam, façam o que façam, não devem ser levados a sério, uma vez que estão nus, tanto faz.
Afinal, o que me levou a este extenso comentário (perdão aos que lerem, não pretendia me estender tanto), é, no caso, desviar o foco para outro ângulo – do Roberto Carlos posando de garoto-propaganda.
Não vou querer alguém do calibre do Toni Ramos das propagandas anteriores. O cara é um ATOR, assim, em maiúsculo. Mas tem o Neymar, e até a Fátima (meio fora de tom, vá lá), que não fazem feio na telinha como garotos-propaganda.
Prestem atenção na sequência da atuação do Rei. Do começo ao fim, o Roberto vai de mal a pior, acabando por expressar um sorriso extremamente forçado, mal feito, envergonhado de si mesmo naquela atuação ridícula.
Se os vegetarianos e veganos, e mesmo os carnívoros, estão voltados à cobrança de uma suposta ou idealizada coerência de parte do Rei (eu não o condenaria por tal falta com princípios, mesmo comprovado), abandonem por uma fração de minuto tal foco e tentem ver o pretenso ator no corpo do cantor.
Eu o condeno por vender, em troca de um baú cheio de dinheiro que seja, uma atuação fraca, feia, equivocada e mal dirigida.
Porque, afinal, o Rei é o Rei. E reis, para fazerem jus à coroa, precisam de gente com coragem de dirigi-los sabiamente para além das vaidades enganosas. Falhou o comando.

“Canta, Roberto Carlos, compõe tuas canções e canta o que nos encanta!”  O Rei merecia ter ouvido estas palavras, antes de se expor.


COMEÇA EM ABRIL A TEMPORADA DE CAÇA









CAÇAR PALAVRAS, CAÇAR TALENTOS, CAÇAR MODELOS, É COISA FÁCIL.

DIFÍCIL É VOCÊ CAÇAR MEDOS!!!!

FOTOGRAFANDO LOCAIS E SERES COM ALGO INCOMUM, QUE PARECEM ATRAIR O OLHAR DE MANEIRA ESTRANHA.

JUNTEM-SE A NÓS NA OFICINA DE HISTÓRIAS CURTAS DE TERROR.

INSCRIÇÕES ABERTAS A PARTIR DE MARÇO.

A FOTOGRAFIA COMO SUPORTE PARA A ILUSTRAÇÃO



A FOTOGRAFIA COMO SUPORTE PARA ILUSTRAÇÃO


            "Criar é uma necessidade de expressão, e demanda uma série de cuidados, principalmente formação (não necessariamente acadêmica). Não bastam bons equipamentos, as melhores lentes e vasto conhecimento técnico se não houver percepção e criatividade. Não há um manual para o criador de imagens que se apoia na fotografia, porque ele desrespeita todas as regras em busca da estética que sustente sua arte.
            Atualmente, o suporte para a fotografia deixou o papel, elaborado em sofisticados laboratórios. A foto digital viaja em segundos para qualquer parte do planeta. O monopólio acabou. A fotografia está ao alcance de todos. Observa-se uma revolução no campo da fotografia. Mais e mais se fotografa. Virou mania coletiva e se democratizou a níveis nunca vistos.
            Não é preciso ser um grande evento social ou acontecimento significativo na vida particular, para se apontar a câmera e disparar a emoção. Qualquer coisa, em qualquer lugar, é merecedor de um clic.
            Ficou fácil ser autor, e felizmente, temos a possibilidade de exercer atividade que nos permite registrar acontecimentos e desses registros, fazer a leitura da realidade atual.
            Tais trabalhos não estão registrando momentos de lazer, festas ou entretenimento. Ao registrarem as experiências, os novos autores, estão criando novas percepções. Estamos, pois,  diante de cenas urbanas com a intenção de contar histórias que muito provavelmente não seriam contadas.
Os novos fotógrafos estão propondo situações subjetivas ou nem tanto, mas que levam à reflexão. O que começou como forma de registrar o cotidiano familiar se transforma em suporte para a linguagem artística.
Por traz da simples intenção de fotografar, há a proposta maior de se estar criando um novo objeto de arte."

                                                                                                                     

O trecho acima é parte do texto “A Fotografia como ato criador”, de autoria de Claudeci Murici, extraído do Jornal das Letras de agosto de 2013.
Resolvi postar este trecho no blog, em razão do projeto da oficina que Joel Silva e eu estaremos lançando a partir do dia 15 de abril na Biblioteca Lucília Minssen, da Casa de Cultura Mário Quintana.
Pensando num público alvo composto por jovens e adolescentes, e na temática que seduz esse público – o terror –, programamos partir da fotografia para criação das ilustrações, considerando a importância do atual fetiche dessa clientela – a galeria de fotos do celular.
A oficina de histórias curtas de terror – “Caçadores de medos” – quer provocar um olhar de estranheza ao escolher uma cena para fotografar. E, com base no registro em foto, “caçar” os medos possíveis e prováveis através de técnicas de manipulação – sobreposições, desenho, colagem e grafite – na imagem revelada.




CAÇADORES DE MEDOS








Vem aí a oficina Caçadores de medos – por Jacira Fagundes – escritora  e Joel Silva- fotógrafo e artista visual.
O texto abaixo é a  apresentação do livro “Assombros Juvenis II”,  livro resultante do Concurso de mesmo nome, promovido pela Confraria Reinações e CORAG.
Atualmente, em sua terceira edição, o livro apresenta 10 contos de terror com ilustrações tão ou mais assustadoras do que os textos selecionados.

Discorrer e refletir a partir do texto, sobre as diferentes formas de medo foi a maneira que escolhemos, Joel e eu,  para anunciar a Oficina de Produção de histórias curtas de terror – “Caçadores de Medos” –  a ser desenvolvida de abril a maio na Biblioteca Lucília Minssen – na Casa de Cultura Mário Quintana.

Caçadores de Medos” tem como ponto de referência fotos de cenas e personagens que possam provocar estranheza. A partir daí, a criação de minicontos ou pequenas narrativas  complementarão as histórias com vampiros, zumbis, assombrações, fadas, bruxas, duendes, fantasmas e outros espectros, como maneira de entender, brincar e criar literatura e arte envolvendo a questão dos  diferentes medos, sejam  reais ou imaginários.



Aguardem mais detalhes sobre a proposta de  “Caçadores de Medos”


O real, o imaginário e o virtual
                                                                           Jacira Fagundes
           
            Primitivamente, o medo se fundamentou na força dos deuses e da natureza. A partir daí cresceu e se expandiu, não se limitando àquelas ameaças provenientes do que era estranho ao humano, mas se apropriando das mentes e aflorando sentimentos perversos no homem comum. O medo é real.
            Contudo, há como que um fascínio da criatura por tudo que possa provocar susto e pavor, mais como espectador do que como protagonista, mas assim mesmo, um fascínio que se deseja de permanência saudável. O cinema e a literatura contribuem para deixar assolar sentimentos contraditórios que, na maioria das vezes, suscitam inquietude. O medo é imaginário.
            Modernamente, é a vez dos jogos virtuais oportunizarem o exercício do maquiavélico e destruidor. Apenas o olhar grudado à tela do computador, enquanto se acelera o ritmo cardíaco e a respiração fica entrecortada. O medo é virtual.
            E é através do imaginário e dos jogos virtuais que o jovem leitor percorre caminho extraordinário de descoberta da capacidade de vencer os medos. O macabro, o fantasmagórico e o sobrenatural, na mesma medida que o paralisam, o empurram para o desfecho não desejado, cujo caminho não permite recuo.
            O tema de maior relevância na literatura de terror é aquele impulsionado pelo medo do desconhecido, onde a imaginação é capaz de ultrapassar o limite do racional. Cada passada, cada fala, sussurro, soluço, gemido, e até o silêncio que pode perpetuar em marcha lenta, tudo isso compõe a atmosfera envolta em mistério que tanto fascina o jovem leitor. Igualmente angustiante é a luta entre o bem e o mal, travada dentro das mentes. Tal luta tem o poder de aproximar o leitor das suas incertezas e lhe propiciar ausência de chão, transportando-o para fendas e buracos assustadores.
            A segunda edição do concurso Assombros Juvenis nos brinda com uma nova coletânea de contos. Os 10 textos selecionados ousam alcançar o patamar da loucura ao explorar a questão da identidade real e ficcional. Assim, desfilam seres fantásticos viventes e senhores da mata; o mal aprisionado na mente doentia se materializa nos seres inanimados; o sonho e a curiosidade guiam os passos na direção dos mortos; aparições e prenúncios de assassinatos atemorizam o espaço farroupilha; a atração demoníaca propõe o jugo da alma inocente; jogos reais e virtuais revelam sentimentos vingativos dos que habitam o mundo das trevas.
            O presente “Assombros Juvenis” se oferece para nosso encantamento de leitor. Ou para exorcizar os espectros que rondam a nossa volta. E a literatura juvenil se enriquece com a obra.





Rio de Janeiro

                                                                                           Rio de Janeiro “O vento beijando teu rosto, o m...