Ainda sobre crianças, cachorros e lembranças.




Fabrício, aos 07 anos, com Balli, dentro de um caixote

Em breve

UM GAROTO BOM PRA CACHORRO

Uma história que vai emocionar grandes e pequenos leitores.
Uma troca de confiança, ternura e aprendizagem entre cães e um menino sensível e paciente com animais.


Inspirado na figura da cadelinha Balli, que deixou saudades, pela docilidade e candura.

Um novo infantil está chegando - UM GAROTO BOM PRA CACHORRO no prelo



SOBRE CRIANÇAS E CACHORROS


Antes de dar início ao relato, quero esclarecer que não sou cachorreira. Amo cães, respeito-os na sua condição de animais; mantenho com eles um convívio afetivo quando encontro-os em casa de familiares e amigos. Mas não os tenho sob minha responsabilidade, dividindo o espaço do meu apartamento. Até porque acho (não me critiquem, por favor, é só uma opinião) que apartamento não é lugar adequado para cachorros.
Convivi com cães na infância. Havia um linguicinha de nome Lulu na casa da minha avó Rosa. E na minha casa, o Jolie era festa e turbulência o dia inteiro. Falavam que os animais da raça fox tinham disritmia. Eu não só acreditava na época, como ainda acredito. Mas parece que a raça foi extinta.
Jolie tem lugar especial nas minhas memórias. Nasci a caçula da casa, raspa do tacho depois de cinco irmãos. Com exceção de uma, os demais entre a adolescência e a idade adulta.
Costuma sobrar alguns compromissos infalíveis para os mais moços. Sobrou para mim, por exemplo, acompanhar minha mãe todas as quintas-feiras, pela manhã, nas feiras livres que aconteciam na nossa rua.
Nessa ocasião, a porta de casa deveria ficar totalmente cerrada, inclusive uma pequena portinhola com grades,  no alto da porta à altura das mãos, e que era fechada com um trinco por dentro. Tínhamos o cuidado, eu e minha mãe, de verificar se o trinco da portinhola estava fechado, mais por causa do Jolie.
Saíamos então, eu e minha mãe, carregando sacolas em confiança, rumo à feira, na esquina da rua.
Só que, após nossa saída, alguém – sempre há alguém culpado nas histórias – saía e, não sei por qual razão, abria e não fechava a dita portinhola com o trinco.
Todos da casa conheciam o processo: Jolie se punha em alerta, se afastava um pouco para preparar uma primeira voadora e aí escancarava o vidro da pequena abertura. Dava uma segunda voadora e, comprimindo-se entre uma grade e outra, ganhava a rua.
Eu o avistava da esquina e me dava vontade chorar. Jolie corria atropelando as pessoas na feira; pulava para dentro dos sacos de batata, de feijão e de cebola. Abocanhava salames e toucinhos dispostos nas bancadas. Acuava para os feirantes com estardalhaço. Estes, preferiam a presença do diabo à presença daquele  cachorro perturbador. Era imperioso levar o Jolie de volta pra casa. E esta façanha hercúlea cabia a mim.

Mulher madura, os filhos adultos, voltei outra vez ao convívio com cachorro. Convívio esporádico, uma vez que Balli, uma cadelinha de comportamento oposto ao do  Jolie, pertencia a meu filho. Ficava sob meus cuidados quando meu filho viajava e nas férias, durante o veraneio na praia. Era dócil, carinhosa e muito tranquila.
Tanto o primeiro quanto a segunda, ao morrerem, deixaram um vazio. Escrevi um pequeno conto pautado na morte do delirante Jolie. E no momento aguardo a chegada de um novo  livro infantil onde revivo passagens com a  cadelinha Balli.
Viajei nas lembranças justamente para anunciar o meu novo livro que se encontra no prelo.  Deve chegar em breve “Um garoto bom pra cachorro” – história que narra as aventuras de um garoto e os muitos cachorros – uma cachorrada – que o garoto tem a seus cuidados.
Balli é a única fêmea entre os quatro cachorrões machos. Mas não vai ficar a dever perante os machões.
            E João Vítor, o menino protagonista, vai encantar não só os cães a seu cuidado, mas também os leitores.
            E ensinar que tudo é possível alcançar, desde que haja amor, paciência e dedicação aos animais.


ADIADA TEMPORADA DE CAÇA AOS MEDOS



Foi a decisão dos responsáveis pela Oficina Caçadores de Medos na última terça-feira.
Não foi absolutamente um copo de água fria na cara. Vínhamos acompanhando as respostas à escassa divulgação.
Um dos impedimentos que nos chegaram, falavam do horário. Adultos interessados não dispunham do horário da tarde dois dias por semana, durante o período de um mês.
Convites chegaram tardiamente às escolas em razão da greve dos professores estaduais, e a clientela de jovens e adolescentes não recebeu comunicação.
Para esta clientela – de estudantes – talvez, o valor da inscrição tenha sido um impedimento decisivo. Embora não seja um valor alto, esses dependem financeiramente dos pais. E há pouco tempo, as matrículas e aquisição de material escolar tomaram  uma montanha de dinheiro.

Partimos, em tempo, para análise e avaliação da nossa proposta. E optamos por um recuo. Não uma desistência, evidente.
O projeto é bom, recebemos muitos incentivos. A proposta é atual, o fantástico é a nova mania de crianças, jovens e adultos. Então, porque não realizarmos?

Neste adiamento combinaram os realizadores da proposta em, junto a uma divulgação melhor direcionada, realizar ações de sensibilização visando atingir uma provável clientela. Falar mais ou menos assim – “você aí, que gosta de bater fotos com seu celular, que tal direcionar melhor seu olhar e criar fotos e histórias fantásticas e ainda colocá-las num livro?”

Sensibilizar será o primeiro caminho que iremos trilhar durante esse período. Algumas ideias já foram levantadas e estão em fase de planejamento. Logo estaremos dando visibilidade através do blog e sites. E também do Face e de outros compartilhamentos nas redes sociais.

Também estaremos abertos a parcerias  e a sugestões de parceiros.

Revisaremos o tempo de oficina, os horários e o valor a ser pago. Assim como a restrição a um único tema.

Ainda não temos uma nova data de instalação da oficina. No segundo semestre, depois da Copa, talvez seja mais viável.

Mas queremos contar com nossos visitantes leitores. Que vocês tomem conhecimento, nos curtam e nos sigam em nossos objetivos.

Até breve.

Jacira Fagundes




Cavalinho de Balanço - Livro em Braille



  Depois de muita peripécia, em razão de minha mudança de endereço, eis que aplaudo minha primeira obra em Braille, que chegou hoje.

 Uma publicação da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Texto de minha autoria e ilustrações da Monika Papescu.

O livro está muito lindinho. Adorei participar deste projeto maravilhoso de inclusão.

Estou fazendo um oferecimento e um convite  às escolas que trabalham com alunos com deficiência visual.

Posso enviar a história em PDF (não está em Bralle)  para os que me enviarem email  jamafag@terra.com.br solicitando.

Novamente em acordo com a Fundação Dorina Novill, logo estará saindo uma nova história. Por enquanto, segredo.












Caçadores de Medos- A sua oficina de terror



Lobisomen

À noite o homem percorre em transe o caminho da fantasia.
Quer conquistar a lua. Ela, sedutora, lhe oferece companhia.
Logo a lua, volúvel, já não vê graça no homem. Agora deseja o lobo.
Melhor os dois, ela decide por final.




 Fadas e bruxas

A Sininho, quem diria. Um tiquinho de gente, uma bonequinha com asas coloridas, cabecinha cheia de invencionices.
Ciumenta, ranzinza e invejosa, era na verdade, uma bruxa.


Rio de Janeiro

                                                                                           Rio de Janeiro “O vento beijando teu rosto, o m...